Filiado à:

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba e Região

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba e Região

Notícias

Cesta básica de Curitiba tem menor alta entre as capitais

Elevação de 1,71% em janeiro em relação a dezembro de 2015 ficou bem abaixo da variação média nacional, que foi de 8,24%

Gina Mardones

Retração de 2,44% no preço da carne foi um dos fatores que seguraram a
alta no valor da cesta básica na capital do Estado em comparação às
outras 20 cidades pesquisadas

Em um cenário completamente atípico, a cesta básica de Curitiba foi a que apresentou menor alta em comparativo a todas as capitais do País, na pesquisa de janeiro divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A elevação foi de apenas 1,71% ante dezembro de 2015, enquanto as maiores altas ocorreram em Goiânia (15,75%), Aracaju (14,71%), Palmas (14,24%) e Brasília (13,32%). Esta foi a primeira vez que a entidade realizou o levantamento nas 27 capitais do País, uma mudança de metodologia que incluiu as cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Maceió (AL), São Luís (MA), Teresina (PI), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). 

Numa conta simples, a variação média nacional de elevação foi de 8,24%. A capital com maior custo da cesta básica foi Brasília (R$ 451,76), seguida de São Paulo (R$ 448,31), Rio de Janeiro (R$ 448,06) e Vitória (438,42). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,20), Maceió (R$ 337,32) e Rio Branco (R$ 341,53). No caso de Curitiba, o salto foi de R$ 391,78 para R$ 398,46 em um mês, o que corresponde a 49% do salário mínimo vigente de R$ 880. 
Segundo o levantamento, o salário mínimo necessário no mês passado para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.795,24, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo. Em dezembro de 2015, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.565,30, ou 4,52 vezes o piso vigente na época (R$ 788,00). A conta leva em consideração que o trabalhador precisa suprir a família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. 

Carne

Em Curitiba, uma situação em específico fez com que o valor da cesta não disparasse como em outras localidades. Enquanto o valor da carne subiu em 20 das cidades pesquisadas, na capital paranaense ela sofreu retração de 2,44%. Em Aracaju, por exemplo, a alta deste alimento chegou a 7,64%, enquanto em Brasília foi de 7,50%. "Em janeiro, o peso da carne na cesta básica de Curitiba foi de 37%, e isso acabou ajudando a segurar a alta. Agora, é complexo justificar essa queda, porque devido aos movimentos de exportação, o natural é que o valor da carne suba neste momento. Talvez, uma explicação seja a oferta nos estabelecimentos pesquisados ou até algum fator ligado à logística", explicou o economista do Dieese, Fabiano Camargo da Silva. 

Outros produtos que apresentaram queda em Curitiba foram a banana (-14,73%), arroz (-7,09%) e a manteiga (-2,22%). Agora, como aconteceu na maior parte das cidades pesquisadas, algumas altas foram unanimidade, com destaque para o feijão (6,12%), tomate (28,10%), açúcar (8,43%), batata (11,30%) e a farinha de trigo (6,91%). "Em alguns destes produtos, como é o caso do trigo e do açúcar, a influência do câmbio acabou impactando nas altas", elencou Silva. 
Outro ponto que precisa ser considerado é o das intempéries. Fatores climáticos como a seca no Centro-Oeste e as fortes chuvas no Sul e Sudeste prejudicaram as lavouras de feijão, o que culminou na quebra de safra e consequentemente na alta de preços do grão. Assim, mesmo com a entrada da segunda safra, o feijão está escasso para o consumidor interno. Já no caso da cana, a chuva atrasou a colheita e a disponibilidade do produto ficou restrita. Já o calor excessivo e as precipitações acima da média diminuíram a qualidade e quantidade das bananas nanica e prata. "Os alimentos continuam pressionando a inflação este ano. É algo muito difícil de prever, já que os valores oscilam de uma hora para outra devido às condições climáticas", complementou o economista.
 

http://www.folhaweb.com.br/img/2016/02/img_1802.jpg

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 + 10 =