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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba e Região

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Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

Estão fora das estatísticas 4,6 mi que desistiram de procurar trabalho, a maioria jovens negros e pardos

 
Lucas VettorazzoNicola Pamplona
RIO DE JANEIRO

O desalento com o mercado de trabalho  bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. 

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição —aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17).

Evolução da taxa de desemprego

Índice no trimestre móvel, em %

Created with Raphaël 2.1.2

13,10
jan-mar.18
13,70
jan-mar.17
13,60
fev-abr.17
13,3
mar-mai.17
12
abr-jun.17
12,8
mai-jul.17
12,60
jun-ago.17
12,4
jul-set.17
12,20
ago-out.17
12
set-nov.17
11,8
out-dez.17
12,20
nov-jan.18
12,60
dez-fev.18
13,10
jan-mar.18

 

Pelos parâmetros da pesquisa, o desalento se caracteriza pelo desânimo em procurar emprego. 

A pessoa nessa condição já não acredita que tem oportunidades profissionais. E quem desiste de buscar uma vaga deixa não apenas o mercado de trabalho —é excluído também das estatísticas de desemprego.

É considerado desempregado apenas quem toma providências para conseguir trabalho. 

Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação esteve em 13,1%, ante 13,7% de igual período de 2017. 

“A desocupação caiu sim, mas caiu em razão de aumento do desalento e do aumento da população subocupada”, afirmou o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.

Taxa de desocupação no Brasil e grandes regiões

Em %

 
1º tri.2017
 
1º tri.2018
Created with Raphaël 2.1.2

15,9
Centro-Oeste
5
10
15
Sul
Centro-Oeste
Brasil
Norte
Sudeste
Nordeste

Ao longo do ano passado, o país experimentou a redução gradual das taxas de desemprego, baseada principalmente no aumento de trabalhos informais. O indicador, embora apresentasse melhora estatística, mostrava uma piora na qualidade dos postos de trabalho disponíveis no país, já que o emprego com carteira assinada atingiu níveis historicamente baixos. Havia também aumento da procura, o que ocorre neste ano ainda, mas em menor medida. 

Se as pessoas que desistiram de procurar ainda estivessem em busca de oportunidade, a taxa de desemprego no país seria maior, afirmou Thiago Xavier, analista da Tendências. 

Taxa de desocupação nos estados

Em %

Created with Raphaël 2.1.2

Santa Catarina
21,5
Amapá
17,9
Bahia
17,7
Pernambuco
17,7
Alagoas
17,1
Sergipe
15,6
Maranhão
15,0
Rio de Janeiro
14,9
Rio Grande do Norte
14,4
Acre
14,0
São Paulo
14,0
Distrito Federal
13,9
Amazonas
13,2
Piauí
12,8
Ceará
12,6
Minas Gerais
12,5
Espírito Santo
12,2
Pará
11,7
Paraíba
11,0
Tocantins
10,4
Rondônia
10,3
Roraima
10,2
Goiás
9,6
Paraná
9,3
Mato Grosso
8,5
Rio Grande do Sul
8,4
Mato Grosso do Sul
6,5
Santa Catarina
 

No intervalo de um ano —entre o primeiro trimestre de 2017 e os três primeiros meses deste ano—, 487 mil pessoas passaram à condição de desocupadas. Esse contingente de pessoas engrossou, portanto, a fila de emprego em volume proporcional justamente ao das pessoas que deixaram de procurar trabalho (511 mil). 

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 13,6 milhões de desocupados. Desse total, 3,035 milhões estão na fila há dois anos ou mais. 

“Quanto maior o tempo fora, maior a chance de a pessoa deixar o mercado. Existe o efeito psicológico, que emula bem a questão do desalento, que traduz uma ideia de frustração, mas também tem a questão dos custos, já que existe um nível de gasto para se procurar emprego, como condução, alimentação e impressão de currículos”, explica Xavier. 

A taxa de desalento traduz o desânimo em procurar emprego; a pessoa desistiu

Em %

 
1º tri.2017
 
1º tri.2018
Created with Raphaël 2.1.2

9,70
Sul
2
4
6
8
Sul
Centro-oeste
Sudeste
Brasil
Norte
Nordeste
 

O IBGE mostrou que pretos e pardos são maioria entre os que desistiram de procurar emprego, respondendo por 73,1% do contingente total. A maioria (23,4%) dos desalentados tem entre 18 e 24 anos, e 38,4% têm ensino fundamental incompleto. 

Há ainda discrepâncias regionais. As regiões Sudeste e Nordeste bateram, no primeiro trimestre deste ano, recorde na série histórica de pessoas desalentadas. Contudo, os estados do Nordeste somaram 2,8 milhões de pessoas nessa condição, enquanto no Sudeste são 922 mil. 

Taxa de desalento nos estados

Em %

Created with Raphaël 2.1.2

Santa Catarina
17,0
Alagoas
13,3
Maranhão
11,2
Piauí
10,3
Paraíba
10,1
Rio Grande do Norte
9,7
Bahia
8,3
Sergipe
7,5
Acre
7,2
Pará
7,2
Ceará
7,1
Pernambuco
5,6
Roraima
5,2
Amazonas
4,7
Tocantins
4,3
Amapá
3,4
Minas Gerais
2,6
Mato Grosso do Sul
2,3
Rondônia
2,2
Mato Grosso
2,0
Goiás
1,6
Distrito Federal
1,5
São Paulo
1,5
Paraná
1,2
Espírito Santo
1,0
Rio Grande do Sul
0,8
Rio de Janeiro
0,8
Santa Catarina
 
 
 
Fonte: Folha de S.Paulo, 18 de maio de 2018.
 
 
Fonte: sintracimento.org.br

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