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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba e Região

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Bolsonaro ameaça os direitos dos trabalhadores

O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro (PSL), vai se colocando como porta-voz do que de fato pensa a chapa fascista. Ele confessa aberta e claramente como fariam, caso fossem eleitos, para prejudicar os trabalhadores e cortar ainda mais direitos conquistados há décadas e com muita luta.



Nesta terça-feira (25), num encontro com empresários em Uruguaiana (RS), Mourão declarou ser contra 13º salário e o adicional de férias dos trabalhadores.



É coerente com sua linha ultraliberal, cujo mote mais forte é eliminar direitos sociais para favorecer os ganhos do capital, tirando dos ombros dos patrões o “peso” de conquistas sociais históricas, radicalizando a “reforma” trabalhista reacionária do ilegítimo Michel Temer. E jogando este peso sobre os ombros dos trabalhadores.



É uma pretensão coerente com a declaração de Bolsonaro ao Jornal Nacional, onde se disse favorável à "classe empregadora", e à redução dos direitos trabalhistas. "O trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego, ou menos direito e mais emprego", afirmou naquela ocasião.



O general Mourão atacou também a organização sindical dos trabalhadores, e quer sufocar financeiramente os sindicatos eliminando suas fontes de financiamento, que considera um “custo” para o trabalhador!



O capitão Bolsonaro diz que não concorda com o general Mourão. Será mesmo? Afinal, como deputado federal votou contra a Emenda Constitucional 72, que garantiu direitos para as empregadas domésticas, e contra os direitos dos trabalhadores ao apoiar a Reforma Trabalhista do governo Temer. Além disso, concordou com a proposta do governo antipopular para que a reforma da previdência seja votada pelo Congresso Nacional logo depois das eleições, período em que a população já começa a se preparar para as férias, o Natal e festas de final de ano. Portanto, seria ocasião propícia para retirar direitos do trabalhador sem que se possa organizar uma resistência. 



A tragédia que o governo ilegítimo de Michel Temer representa para os brasileiros seria agravada se este programa insensato chegasse a ser posto em prática. É o programa da direita que, seja de Bolsonaro, ou de Geraldo Alckmin, defende os interesses do grande capital e da especulação financeira, e vira as costas para o país, para o povo e os trabalhadores.



A única perspectiva que surge destas ideias autoritárias é o empobrecimento dos brasileiros, e o aumento da repressão para mantê-los subordinados a estes desatinos. Esta é a tarefa histórica do fascismo – manter os trabalhadores submissos à ordem capitalista, sem direitos sociais, trabalhistas e sindicais.



Bolsonaro e Alckmin não querem a volta do crescimento, da democracia, da distribuição de renda e da ampliação dos direitos sociais e trabalhistas. Seu programa é o arrocho, a perda de direitos e o chicote no ombro de quem reclamar. Tentam, através das eleições, legitimar a agenda de Michel Temer e continuar sua aplicação de modo ainda pior.
 
Vermelho, 28 de setembro de 2018.
 
 
Fonte: sintracimeto.org.br

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