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Diversidade partidária da Câmara em 2019 se repetirá nos governos estaduais

              Diversidade partidária e ascensão de novas lideranças marcaram as eleições para os governos estaduais. Em 2018, 13 diferentes partidos vão governar as 27 unidades da federação (DF e 26 estados). Na eleição de 2014, essa divisão envolvia apenas nove partidos.



Houve perdas consideráveis nas grandes legendas. O PMDB, por exemplo, ganhou em sete estados em 2014, mas conquistou apenas três (AL, DF e PA), neste ano. Já o PSDB e o PT tinham cinco estados em 2014 e agora foram eleitos apenas quatro governadores petistas (BA, CE, PI e RN) e três tucanos (MS, RS e SP). 







Para o cientista político Leandro Labiati, da Universidade de Brasília, a diversidade de legendas no comando dos estados é parte da onda de renovação registrada na eleição para o Parlamento e para a presidência da República neste ano.

"A diversidade partidária que teremos na Câmara dos Deputados, a partir de 2019, se repete no caso dos governos estaduais, o que ilustra um pouco do fracasso dos grandes partidos. Esse espaço está sendo ocupado por novos partidos a partir da figura política de Jair Bolsonaro, presidente eleito", avalia Labiati.

O PSL, partido de Bolsonaro, estreia no comando de três estados: Rondônia e Santa Catarina, que serão governados por egressos da segurança pública; e Roraima, que elegeu um pecuarista.

Também estreante, o Novo conquistou Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País, que será governado por um empresário.

Os demais partidos que terão comandos estaduais a partir de 2019 são: 

– PSB no Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco;

– PSC no Amazonas e no Rio de Janeiro;

– PSD no Paraná e em Sergipe;

– DEM em Goiás e Mato Grosso;

– PDT no Amapá;

– PC do B no Maranhão;

– PP no Acre; e 

– PHS em Tocantins.



Alinhamento com o Planalto

Mesmo em partidos tradicionais, o eleitorado optou por candidatos que se alinharam a Bolsonaro, como o caso do juiz Wilson Witzel, do PSC do Rio de Janeiro, e do advogado Ibaneis Rocha, do MDB do Distrito Federal. Apesar desse alinhamento, Leandro Labiati prevê conflitos nas negociações com o futuro presidente da República.

"Não será fácil governar nem para o presidente eleito, nem para os governadores. Todo mundo com uma crise fiscal importante, sem dinheiro no caixa para pagar servidores e fazer políticas públicas. Obviamente, (há necessidade de) negociação constante entre governadores e o presidente da República para que os recursos consigam fluir de forma rápida e cheguem ao destino para implementar as políticas públicas necessárias".

Eleito vice-governador do Acre, o deputado Rocha (PSDB) afirma que, apesar da complexidade dos temas, o pacto federativo e a redistribuição dos recursos orçamentários terão de ser resolvidos o mais rápido possível.

"Hoje a maioria dos municípios do Brasil têm responsabilidade cada dia maior e uma receita, na contramão disso, cada dia menor. Nós temos que rediscutir isso."

Dados do Tesouro Nacional mostram um quadro bem crítico das finanças estaduais. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão entre estados que apresentam a situação mais grave, diante do alto percentual de gasto com pessoal em relação à receita corrente líquida e dos elevados deficits previdenciário e da dívida pública. 

 
 
Reportagem – José Carlos Oliveira

Edição – Natalia Doederlein



'Agência Câmara Notícias' 30 de outubro de 2018.
 
Fonte: sintracimento.org.br

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