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Atrito com Maia faz mercado criticar Bolsonaro; presidente foi chamado de ‘Dilma de calças’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) entrega ao presidente Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a proposta de reforma da Previdência dos militares (Foto: Carolina Antunes/AFP)

 
Painel

Conhecereis a verdade… O estiramento da relação do governo Jair Bolsonaro com o Congresso explicitou as fragilidades da atual gestão para setores que antes apoiavam o governo incondicionalmente. Pela primeira vez, o presidente foi amplamente criticado por atores importantes do mercado que se posicionaram ao lado do comandante da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na queda de braço entre os Poderes. Governadores e parlamentares planejam um ultimato aos militares, vistos como tutores do Planalto.

Você amanhã Para operadores do mercado financeiro, Bolsonaro tem tropeçado nos próprios pés de maneira sistemática, mas agora colocou em risco a votação da reforma da Previdência. A incapacidade do presidente de estabelecer diálogo com o Parlamento fez com que ele fosse chamado por investidores nesta sexta (22) de “Dilma de calças”.

Quem pariu Mateus Governadores simpáticos a Bolsonaro e dirigentes partidários já falam em um chamado aos militares, tanto para cobrar uma atitude incisiva de correção de rumos como para abrir canais de diálogo permanente sobre o cenário político.

Santa ceia O incômodo de deputados de diversos matizes foi explicitado de maneira cristalina a integrantes da cúpula do Exército nesta sexta. Em meio à crise, o comandante militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos, recebeu integrantes da bancada de São Paulo para um almoço.

Nosso homem O encontro foi chamado para que os militares falassem sobre a proposta de reestruturação da carreira e de mudanças na aposentadoria, mas a conversa foi além. Houve crítica à “inexperiência de Bolsonaro”. Os fardados, por sua vez, destacaram o papel do vice, Hamilton Mourão.

Sem aventura O general Ramos fez questão de se colocar radicalmente contra uma intervenção na Venezuela –contrariando o flerte de pessoas próximas ao presidente com o uso das Forças.

Homens ao mar Militares que fazem parte do governo ficaram irritados com o fato de nenhum integrante do Planalto ter defendido a categoria de críticas disparadas por Olavo de Carvalho. Ao contrário: o escritor foi convidado de honra em jantar com Bolsonaro nos Estados Unidos.

Um por todos A explosão de Rodrigo Maia, que ameaça lavar as mãos e deixar a articulação da reforma da Previdência exclusivamente com o Planalto, foi sucedida por uma série de conversas em que deputados elencaram medidas de afronta ao governo.

Todos por um Além de derrubar o decreto que extinguiu a exigência de visto para americanos, o centrão planeja modificar a medida provisória que redesenhou a Esplanada, inclusive reduzindo o número de ministérios de 22 para 15.

Ajuizado O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) atua como bombeiro. Ele não só defendeu publicamente a atuação de Maia como também telefonou ao democrata. Quer um encontro para serenar ânimos.

Quando Deus quiser O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL-PR), não dá mais prazo para anunciar o relator da reforma da Previdência e nem previsão de votação.

Tão só Amigos do ex-presidente Michel Temer manifestaram profunda preocupação com o ânimo dele, após relatos recebidos nesta sexta (22). O emedebista aparenta muita tristeza e preocupação.

Reality Show A ação da Polícia Federal na captura de Temer e de Moreira Franco foi criticada por ministros do STF.

Coração de mãe Alexandre de Moraes, que preside o inquérito sobre fake news do Supremo, foi questionado se incluiria no pacote da investigação os relatos de que procuradores têm estimulado delatores a falarem sobre ministros do STF.

Ponto de partida A pergunta surgiu após reportagem de Veja revelar a menção a um ex-assessor de Luiz Fux em uma proposta de colaboração à Lava Jato do Rio.

 

Folha de S.Paulo

 

Fonte: sintracimento.org.br

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