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Impactos da piora na avaliação de Bolsonaro

Ministros já alertavam o presidente para uma possível queda de popularidade, mas diziam que ele estava consciente do desafio

 

Por XP Política

aumento na avaliação negativa de Jair Bolsonaro acontece em um contexto de noticiário negativo para o presidente, com ampliação da crise do coronavírus e a proximidade do fim do pagamento do auxílio emergencial de 2020. Os desafios que ele tem pela frente – com a sequência do enfrentamento à pandemia até que haja vacinação em massa, a disputa com João Doria pelo protagonismo na vacinação, a eleição para a presidência da Câmara em que se envolveu além do padrão e as pressões fiscais nas discussões a partir de fevereiro – são capazes de intensificar a instabilidade que já decorreria da queda da popularidade.

Os 40% de ruim/péssimo retomam indicadores da primeira quinzena de abril do ano passado, quando houve o início da inclinação da curva de avaliação negativa, que chegou a 50% no meio de maio. À ocasião – que coincidiu também com a saída ruidosa de Sergio Moro do governo –, Bolsonaro lançou mão de dois recursos que contribuíram para acalmar os ânimos: intensificou sua aliança com o centrão, o que lhe trouxe calma na relação com o Congresso, e adotou o auxílio emergencial, que injetou R$ 50 bilhões mensais na economia e contribuiu para a inversão dessa tendência.

As duas armas não são replicáveis no momento. A primeira, porque não há recursos suficientes no orçamento para que Bolsonaro reitere seus votos de amor pela base recém conquistada – mesmo as emendas extraorçamentárias que vêm sendo negociadas nas eleições para as presidências no Congresso podem ter dificuldades para serem executadas. A mesma escassez de recursos e de espaço fiscal impede novas rodadas de auxílio em volume semelhante ao de 2020.

Ainda não há dados para afirmar que a queda de agora se deva ao fim do auxílio emergencial, pois – apesar de o repasse do Tesouro ter sido feito em 2020 – o calendário de liberação dos recursos pela Caixa se adentrou em 2021, e os dados da pesquisa mostram que, ao contrário do que pode sugerir o senso comum, a piora da avaliação no mês foi numericamente maior entre quem não recebeu o auxílio (-4 p.p.) do que entre aqueles que o receberam (-7 p.p.). O efeito, no entanto, poderá ser mais perceptível nas próximas leituras.

Os dados mostram também que há um contingente grande que avalia bem o presidente e espera que o governo invista na ampliação da transferência de renda. Dos 32% que têm imagem ótima ou boa de Bolsonaro, 13 pontos percentuais acreditam que o governo precisa e vai criar um auxílio semelhante ao do ano passado ou vai ampliar o Bolsa Família. Ou seja, há na população 13% de apoiadores de Bolsonaro que podem se frustrar caso não haja nem uma coisa nem outra.

No Planalto, no final de 2020, ministros já alertavam o presidente para uma possível queda de popularidade no intervalo entre o fim do auxílio e o retorno da atividade econômica a níveis normais. Diziam que Bolsonaro estava consciente do desafio.

Os próximos dias testarão essa convicção. Há pela frente ao menos duas semanas de confronto previsto com a Câmara, já que Rodrigo Maia faz campanha por Baleia Rossi com a bandeira de enfrentamento a Bolsonaro. Essa tendência vai se ampliar até 1º de fevereiro. Os números também tendem a intensificar as disputas dentro do governo e colocam mais pressão nas decisões do time econômico de não lançar mão de medidas com custos fiscais.

O entrevero público pelo protagonismo na vacina — e a tendência de alta na aprovação dos governadores do Sudeste — pode também adicionar elementos de instabilidade no cenário, ainda que Bolsonaro nesta manhã tenha tentado virar a página da disputa.

Fonte: Infomoney

https://www.infomoney.com.br/colunistas/panorama-politico/impactos-da-piora-na-avaliacao-de-bolsonaro/

Fonte:sintracimento.org.br

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