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Diante do tarifaço de Trump, Lula busca novos parceiros e tenta destravar acordo UE-Mercosul

Em resposta ao tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, o presidente Lula (PT) intensificou sua ofensiva diplomática. Após conversas com parceiros do Brics (grupo originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Lula deve ligar nos próximos dias para líderes da França, Alemanha, Reino Unido e África do Sul. O objetivo é ampliar as exportações brasileiras, hoje concentradas em poucos mercados, e reduzir o impacto das novas barreiras impostas pelos EUA.

O movimento mira países que têm forte influência global, mas ainda compram pouco do Brasil. Alemanha e França, por exemplo, estão entre os principais exportadores para o Brasil, mas não figuram entre os maiores destinos das exportações nacionais.

balança comercial é desequilibrada: em 2024, o Brasil acumulou déficits com diversas nações europeias — US$ 7,9 bilhões com a Alemanha e US$ 3,2 bilhões com a França, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

No Reino Unido, a relação comercial é modesta e equilibrada, com trocas de US$ 3,1 bilhões em cada direção, mas Lula mira também a influência geopolítica de Londres, aliada histórica de Washington.

Já com a África do Sul, apesar do alinhamento no Brics, o comércio bilateral somou apenas US$ 2 bilhões no ano, e o presidente quer transformar o país em ponte para ampliar presença no continente africano.

Lula busca reconstruir rotas alternativas

Mais que resultados imediatos, Lula busca construir capital político e rotas comerciais alternativas. A estratégia inclui retomar o protagonismo do Brasil na África, reequilibrar relações com a Europa e, sobretudo, destravar o acordo Mercosul-União Europeia.

Esse tratado, negociado por mais de duas décadas, foi concluído em 2023, mas ainda depende da aprovação dos Parlamentos dos países envolvidos. Lula pretende pressionar pela ratificação do acordo, especialmente diante das resistências francesas sobre temas ambientais. O argumento: com as tarifas dos EUA subindo, a UE pode se beneficiar de uma aliança comercial com o Mercosul.

Hoje, apenas seis dos 25 principais compradores do Brasil são europeus, e o país responde por apenas 1,4% das exportações globais.

Para especialistas, o tarifaço de Trump evidenciou o quão fechada é a economia brasileira e talvez esse seja o momento de rever isso.

ICL NOTÍCIAS

https://iclnoticias.com.br/economia/lula-novos-parceiros-comerciais/

 

Fonte:sintracimento.org.br

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