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Gasto público ajuda PIB de 2,3% em 2025

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgado, nesta terça-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou o impacto dos juros elevados na atividade econômica, como era esperado pelo mercado. No último trimestre de 2025, o PIB registrou variação positiva de 0,1% na comparação com o terceiro trimestre, quando a variação foi zerada após a revisão da taxa anterior, também de 0,1%, pelo IBGE.

Com esse resultado, o PIB apresentou, no ano, crescimento de 2,3%, desacelerando em relação a 2024, quando o indicador de riqueza do país cresceu 3,4%. Foi a menor taxa de expansão da atividade desde o tombo de 3,3% em 2020, durante a pandemia da covid-19. Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi de 1,8%.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 12,7 trilhões e a renda per capita — que resulta da divisão do PIB pela população — cresceu 1,9% em relação ao ano passado, para R$ 55,9 mil.

O resultado do PIB divulgado pelo IBGE ficou em linha com as apostas do mercado e do Ministério da Fazenda, que, no mês passado, revisou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento do PIB de 2025. Os dados do instituto mostram que os principais impulsos do PIB no último trimestre do ano foram a agricultura, que cresceu 0,5% na comparação com o trimestre anterior e 11,7% na comparação anual. Já os serviços, que mais pesam na composição do PIB (quase 70%), apresentaram avanço de 1,8% no ano, enquanto a indústria teve alta de 1,4% no ano, mas recuou 0,7% no último trimestre.

Consumo

Todavia, um dos dados que mais chamou a atenção dos analistas foi o aumento do consumo do governo, que cresceu 3,6% no último trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024 e 2,1% no acumulado do ano. Enquanto isso, o consumo das famílias avançou 1,3% no ano, taxa inferior aos gastos do governo, refletindo os impactos do  aperto monetário capitaneado pelo Banco Central.

“Os serviços, que são um importante componente do PIB, apresentaram forte crescimento, especialmente serviços de informação e comunicação (com alta de 6,5% no ano) e serviços financeiros (alta de 2,9%), que cresceram acima da média anual do PIB. Mas o consumo do governo veio mais forte do que o esperado e isso vem ocorrendo nos três anos do atual governo, e revela que, tirando o agronegócio e as exportações, é o Estado que vem ganhando mais protagonismo no PIB”, avaliou a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Matos contou que esperava queda de 0,1% no PIB do quarto trimestre na margem (em relação ao trimestre anterior), e reconheceu que esse gasto maior do governo foi um dos fatores que surpreenderam e ele coincide com o enfraquecimento do consumo das famílias em meio ao aumento da inadimplência diante da política monetária mais restritiva do Banco Central, que manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano desde junho do ano passado, contribuindo para a desaceleração da atividade.

Conforme os dados do IBGE, o consumo do governo somou R$ 710,8 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, mas, no acumulado do ano, esse componente do PIB somou R$ 2,4 trilhões, acima dos R$ 2,1 trilhões contabilizados com a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos no país e recuou 3,1% na comparação trimestral.

O economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria, também demonstrou preocupação com o aumento dos gastos do governo. “Isso reflete o aumento do gasto público após o fim do teto de gastos com a substituição de uma regra que já morreu e que não consegue estabilizar a dívida pública em relação ao PIB”, criticou Mailson, lembrando que o país segue crescendo abaixo da média global, o que limita o país para sair da armadilha da renda média baixa.

O crescimento do PIB brasileiro ficou abaixo da média dos países emergentes e dos membros do Brics, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e mais seis novos integrantes, de acordo com Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

Segundo Agostini, o processo de desaceleração do PIB brasileiro fez o país perder uma posição no ranking global, para a 11ª colocação, com um PIB em dólares de 2,268 bilhões. “Essa perda de posição não é demérito do Brasil, porque a Rússia teve uma valorização muito forte do rublo depois de ter tido uma desvalorização gigantesca em 2023, no início da guerra com a Ucrânia”, explicou Agostini.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/03/7367462-gasto-publico-ajuda-pib-de-23-em-2025.html

 

 

Fonte:sintracimento.org.br

 

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