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Quem são os candidatos à Presidência nas eleições 2018?

Lista elaborada pela Gazeta do Povo reúne os candidatos a presidente já confirmados e outros postulantes ao Palácio do Planalto que ainda dependem de alianças e confirmações dos próprios partidos

 

O primeiro turno das eleições 2018 é apenas no dia 7 de outubro, mas os partidos já começaram a definir os seus candidatos a presidente. As articulações precisam ser formalizadas e entregues à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, data final para registro das candidaturas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberá o requerimento para os cargos de presidente e vice-presidente. Já os Tribunais Regionais Eleitorais (TRES) recebem as candidaturas para governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Cientes do prazo, os políticos correm para realizar suas convenções partidárias e anunciar os presidenciáveis e coligações até o próximo dia 5. Fique por dentro das candidaturas e pré-candidaturas anunciadas até agora.

Veja a lista de pré-candidatos à Presidência da República

Candidatos a presidente 2018: definidos em convenções

Ciro Gomes (PDT)

 

Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes foi o primeiro a ser confirmado na disputa eleitoral, mas ainda não tem vice definido.

Ciro Gomes já disputou a presidência duas vezes, em 1998 e 2002. Atualmente, é vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista. Já foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, na transição dos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Entre janeiro de 2003 e março de 2006, ocupou o Ministério da Integração Nacional durante o governo Lula.

Também em cargos executivos, já foi governador do Ceará (1991-1994) e prefeito de Fortaleza (1989-1990). No Legislativo, foi deputado estadual e federal pelo Ceará.

José Maria Eymael (DC)

 

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Brunno Covello/Gazeta do Povo

Eymael está de volta à disputa da presidência. Ele teve candidatura confirmada pelo partido Democrata Cristão (DC), antigo Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Ele terá ao seu lado o pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa, como vice.

Eymael tem mais experiência em concorrer à presidência do que como político eleito. Foi deputado federal por São Paulo duas vezes (em 1987 e 1994) e disputou o cargo de presidente em 1998, 2006, 2010, 2014 e agora em 2018. É conhecido pelo famoso jingle popular “Ey Ey Eymael, um democrata cristão”.

Guilherme Boulos (PSOL)

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) confirmou a candidatura de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O candidato da esquerda formalizou a vice Sônia Guajajara, líder indígena. Ele terá o apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Boulos é o candidato mais jovem entre os presidenciáveis. Com apenas 35 anos, é filósofo, psicanalista, professor e escritor. Quando jovem participou de movimentos da esquerda, como a União da Juventude Comunista (UJC). Filho de médicos professores da Universidade de São Paulo (USP), o candidato não tem experiência em mandatos eletivos nem no Legislativo nem no Executivo.

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Jair Bolsonaro (PSL)

Candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro é atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro. Capitão da reserva do Exército, ele vem causando polêmica pelas suas convicções. Defende a ditadura militar, iniciada em 1964, e que muitos militares chamam de Regime Civil-Militar. O candidato diz que pretende fazer do Brasil uma economia liberal.

Bolsonaro busca um nome para compor a chapa ao lado dele como vice. Advogada co-autora do pedido de impeachment de Dilma Roussef, Janaina Paschoal é cotada para aceitar o cargo, mas o PRTB ofereceu o nome do general Hamilton Mourão. Surgem ainda como possibilidades Marcos Pontes, primeiro e único astronauta brasileiro, o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança.

João Amoêdo (Novo)

Um dos coadjuvantes da disputa, mas que vem ganhando apoio da chamada direita, João Amoêdo é defensor do estado mínimo. Ele diz que, se eleito, buscará a privatização de todas as estatais. O vice de Amoêdo será do próprio partido Novo: Christian Lohbauer, cientista político pela USP, ex-executivo da Bayer.

O candidato chegou a ser publicamente recomendado por Janaina Paschoal para ser vice na chapa de Bolsonaro, mas imediatamente recusou a oferta. Formado em Engenharia Civil e em Administração de Empresas, João Amoêdo foi um dos fundadores do partido Novo. Ele fez carreira executiva no setor financeiro.

Manuela D’Ávila (PCdoB)

 

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Evandro Eboli/Gazeta do Povo
 

A candidata do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Manuela D’Ávila foi oficializada no dia 1º de agosto, mas ainda pode abrir mão da candidatura em nome de uma união da esquerda. Aliado histórico do PT, o PCdoB não descarta novas coligações já no primeiro turno.

Deputada estadual do Rio Grande do Sul, a jornalista de formação integrou movimentos estudantis e tem no histórico o peso de ter obtido a maior votação no seu estado para o cargo de deputada federal em 2006, sendo reeleita em 2010.

Pré-candidatos a presidente 2018

Alvaro Dias (Podemos)

Senador pelo Paraná e pré-candidato pelo Podemos, Alvaro Dias deve ter sua candidatura referendada pelo partido em convenção nacional no próximo dia 4. Ele terá como vice o economista Paulo Rabello de Castro (PSC), que desistiu de concorrer ao cargo.

Dias foi governador do Paraná de 1987 a 1991 e, quando ainda estava no PMDB, tentou ser candidato a presidente em 1989, mas foi preterido pela candidatura de Ulysses Guimarães. Dias já foi eleito senador do estado do Paraná por cinco vezes, nos anos de 1983, 1998, 2006 e 2014.

Henrique Meirelles (MDB)

Um dos principais nomes do governo Michel Temer, Henrique Meirellesdeve ser formalmente anunciado como candidato a presidente pelo MDB no dia 2 de agosto. O partido ainda não tem a definição de um vice.

Ministro da Fazenda de Temer e presidente do Banco Central no governo Lula, Meirelles aposta em sua experiência tanto no executivo quanto na iniciativa privada, quando foi presidente do Bank Boston. Engenheiro de formação, o presidenciável tem ainda um diploma da Universidade de Harvard, onde cursou o Advanced Management Program (AMP).

Geraldo Alckmin (PSDB)

 

O PSDB deve formalizar a candidatura a presidente de Geraldo Alckmin no próximo fim de semana. O projeto político do tucano já conta com apoio de outros partidos, como PPS e PTB. Ele também conquistou o apoio do bloco conhecido como Centrão, formado por DEM, PR, PRB, SD e PP, e ainda busca um vice para a sua chapa.

Último governador de São Paulo, sendo reeleito em 2014, Alckmin ocupa também a presidência do PSDB nacional. Já foi deputado estadual e federal pelo estado paulista e, mais jovem, prefeito da cidade de Pindamonhangaba, de 1973 a 1977.

Levy Fidélix (PRTB)

Presidente do PRTB, Levy Fidélix segue como presidenciável até uma definição do partido, que chegou a oferecer o general Hamilton Mourão como vice para a chapa de Jair Bolsonaro.

O pré-candidato é um dos fundadores do partido, de 1994, e já foi candidato a presidente da república, ao governador de São Paulo e a prefeito de São Paulo. Ele também já disputou cargos legislativos nos anos 1980, sem nunca ter conseguido êxito.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

 

O PT insiste em tentar a candidatura do ex-presidente Lula, atualmente preso em Curitiba. O partido tem como plano, caso a candidatura não seja viabilizada, lançar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou Jaques Wagner, ex-governador da Bahia.

O ex-presidente tem apoio de massas populares e pelo histórico de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Além de ter sido presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, em 1980.

Atualmente cumpre pena por condenação no processo do tríplex do Guarujá em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Sentenciado por um tribunal colegiado, ele deve ser impedido de se candidatar com base na Lei da Ficha Limpa.

Marina Silva (Rede)

‘Nome carimbado’ no cenário nacional desde que foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, no primeiro mandato, Marina Silva deve ser formalizada candidata pela Rede em convenção dia 4 de agosto. Apesar da dificuldade de arrumar um vice, é provável que o PV faça coligação e Eduardo Jorge seja indicado.

Marina Silva já foi senadora pelo Acre por três vezes, eleita em 1994, 2002 e 2008. Ex-petista, migrou para o Partido Verde (PV) em 2009, quando concorreu pela primeira vez à presidência em 2010 e ficou em 3º lugar. Em 2014 disputou o Planalto pelo PSB e também ficou na terceira colocação.

Vera Lúcia (PSTU)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) formalizou a candidatura da sindicalista Vera Lúcia à presidência. Na chapa, o vice será Hertz Dias, professor do Maranhão e também partidário.

As propostas de esquerda incluem a expropriação de cem empresas. Em sua história, Vera Lúcia foi expulsa do PT em 1992 e foi uma das fundadoras do PSTU em 1994. Formada em Ciências Sociais, disputa a presidência pela primeira vez após perder a disputa para a prefeitura de Aracaju (SE) em 2016.

 

Fonte: Gazeta do Povo, 2 de agosto de 2018.

 

Fonte: sintracimento.org.br

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