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Produção industrial cresce em 12 das 15 regiões pesquisadas, diz IBGE Noticias Acessos: 9

Resultado reflete a retomada das atividades produtivas no país, após paralisações decorrentes da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Ceará, Espírito Santo e São Paulo foram os estados com maior crescimento da produção.

Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro

A produção industrial cresceu, na passagem de junho para julho, em 12 das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme dados divulgados nesta quarta-feira (9).

De acordo com o IBGE, "o resultado reflete a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após paralisações por conta dos efeitos causados pela pandemia de Covid-19".

O desempenho regional permitiu que a indústria brasileira, no geral, registrasse alta de 8% no mês. Foi o terceiro resultado positivo seguido, mas ainda insuficiente para eliminar a perda de 27% acumulada em março e abril, que levou o patamar de produção ao seu ponto mais baixo da série.

Dentre as regiões que registraram alta na produção em julho, destacam-se Ceará (34,5%) e no Espírito Santo (28,3%), mas São Paulo (8,6%), com os crescimentos mais expressivos.

Produção industrial teve alta em 12 das 15 regiões pesquisadas — Foto: Economia/G1

 

Produção industrial teve alta em 12 das 15 regiões pesquisadas — Foto: Economia/G1

O IBGE destacou que São Paulo, maior parque industrial do país, seguiu como a principal influência para o desempenho produtivo da indústria nacional. O desempenho da indústria paulista foi puxado pelos setores de alimentos e de veículos automotores.

“São setores influentes na indústria paulista. Também o de máquinas e equipamentos apresentou crescimento importante”, apontou o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Já a indústria cearense, que apesar da alta mais expressiva entre as regiões pesquisadas, foi a nona influência no resultado geral do país. Segundo Almeida, a alta no Ceará é explicada pelo desempenho do setor de couro, de artigos de viagens, de calçados e de vestuário.

“É a terceira taxa consecutiva positiva para o estado, com 92,5% acumulado, mas ainda abaixo 1% do patamar pré-pandemia”, completa. Já o Espírito Santo soma avanço de 28,6% em dois meses seguidos de crescimento na produção", ressaltou o pesquisador.

Também tiveram resultado acima da média da indústria nacional, que teve alta de 8% em julho, o Nordeste (17,5%), o Amazonas (14,6%), a Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%).

Completam os 12 locais com alta na produção, mas abaixo da média nacional, o Rio de Janeiro (7,6%), o Rio Grande do Sul (7,0%) e o Pará (2,1%).

As três regiões que registraram queda na produção na passagem de junho para julho foram o Paraná (-0,3%), Goiás (-0,3%) e Mato Grosso (-4,2%), que teve recuo mais intenso em julho. O resultado negativo da indústria matogrossense, no entanto, não foi capaz de eliminar a alta acumulada nos dois meses anteriores, que somaram 8,2%.

8 locais em queda na comparação com 2019

O levantamento do IBGE mostrou ainda que, na comparação com julho de 2019, oito das 15 regiões pesquisadas registraram queda na produção industrial. São elas:

  • Espírito Santo (-13,4%)
  • Paraná (-9,1%)
  • Pará (-7,5%)
  • Rio Grande do Sul (-7,5%)
  • Bahia (-5,7%)
  • Santa Catarina (-4,9%)
  • Mato Grosso (-4,4%)
  • São Paulo (-3,3%)

Por outro lado, tivera alta na produção na comparação com o mesmo mês do ano passado:

  • Pernambuco (17,0%)
  • Amazonas (6,0%)
  • Goiás (4,0%)
  • Ceará (2,7%)
  • Minas Gerais (1,5%)
  • Rio de Janeiro (1,0%)
  • Nordeste (0,9%)

Fonte.sintracimento.org,br

 

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