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Renda média dos brasileiros aumenta e pobreza é a menor da série histórica

Com o aumento de renda da população sob o governo Lula, a pobreza no Brasil atingiu 18,4% nas regiões metropolitanas, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. A média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do País foi de R$ 2.766 em 2025.

Apesar de a concentração de renda se manter — com os 10% mais ricos ganhando cerca de 16 vezes mais do que os 40% mais pobres —, o dado revela uma melhora no padrão de vida das pessoas em meio a um cenário positivo da economia e do mercado de trabalho.

Os dados fazem parte da 17ª edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido pelo Observatório das Metrópoles (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); PUCRS-Data Social e Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedOdsal), divulgado nesta quarta-feira (10).

A análise tem como base informações do IBGE e, ao se debruçar sobre as regiões metropolitanas (RMs), reflete a realidade de cerca de 40% da população brasileira, ou 80 milhões de pessoas, que vivem nessas áreas.

Segundo o levantamento, a taxa de pobreza, que era de 27,2% no conjunto das RMs em 2022, passou a 18,4% em 2025, o que corresponde a 15,2 milhões de pessoas. Esta é a terceira vez que o recorde de menor índice é atingido. Também houve redução da extrema pobreza, que ficou em 3,2% — há quatro anos, era de 4,6%.

Do ponto de vista regional, as cidades das regiões metropolitanas com menores rendimentos médios foram a Grande São Luís (R$ 1.616); Manaus (R$ 1.685); Macapá (R$ 1.789), Fortaleza (R$ 1.812) e Salvador (R$ 1.861).

Na ponta oposta, os maiores rendimentos foram observados nas RMs de Brasília (R$ 4.401), Florianópolis (R$ 3.449), Curitiba (R$ 3.265), São Paulo (R$ 3.119) e Belo Horizonte (R$ 3.075).

Desigualdade persiste
Quando feito o recorte social, o levantamento mostra que a melhora de renda foi obtida por todas as classes, mas não de forma equitativa. “Todo mundo ganhou, mas ganhou de forma desproporcional. O modo como os rendimentos ficaram distribuídos favoreceu principalmente as camadas de maior renda”, diz Marcelo Ribeiro, coordenador do estudo e pesquisador do Núcleo Rio de Janeiro do INCT Observatório das Metrópoles.

Nesse cenário, o boletim assinala que a desigualdade cresceu. “O aumento da desigualdade de renda no conjunto das metrópoles brasileiras também foi verificado na razão de rendimento entre os 10% do topo e os 40% da base de distribuição de renda, que atingiu o patamar de 16,1. Isso indica que os 10% mais ricos ganhavam, em média, 16,1vezes mais do que os 40% mais pobres”, aponta.

Verificando-se o gráfico abaixo, a disparidade entre a base e o topo da pirâmide fica mais clara, apesar da evolução na renda dos mais pobres. Entre os 40% da base, o ganho médio era de R$ 582 em 2022, passando para R$ 734 em 2025. Entre os 50% intermediários, a renda média saiu de R$ 2.116 há quatro anos para R$ 2.576 no ano passado.

Já entre os 10% mais ricos, os ganhos eram de R$ 9.707 em 2022, passando para R$ 11.027 no ano seguinte. Em 2024, houve queda, indo para R$ 10.851. No ano passado, voltou a subir, chegando a R$ 11.837.

Tal relação fez com que o Índice de Gini variasse nos últimos anos. Esse indicador mede o grau de distribuição de rendimentos entre os indivíduos de uma população, variando de zero (total igualdade) a um (total desigualdade) — ou seja, quanto mais próximo de zero, mais igualitária uma sociedade é.
Com base nesses dados, os pesquisadores apontaram que, entre idas e vindas nos últimos anos — considerando, inclusive, a pandemia de Covid-19 —, a desigualdade nas regiões metropolitanas aumentou em 2025, ficando em 0,541; em 2024, ficara em 0,533.

Em 2025, as RMs que registraram os maiores coeficientes de Gini e, portanto, maior desigualdade de renda, foram as de Brasília (0,570), Natal (0,565), Teresina (0,563), Rio de Janeiro (0,559) e Fortaleza (0,551). No outro extremo, as com menores coeficientes foram Vale do Rio Cuiabá (0,459), Florianópolis (0,485), Manaus (0,485) Macapá (0,493) e Curitiba (0,497).

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2026/06/11/renda-media-dos-brasileiros-aumenta-e-pobreza-e-a-menor-da-serie-historica/

 

Fonte:sintracimento.org.br

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