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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba e Região

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Medidas de Temer e Bolsonaro são as causas da crise, dizem economistas

Matéria do jornal Diário Comércio e Indústria diz que foco da política econômica em corte de gasto provocou paralisia no País. Economistas ouvidos afirmam que medidas para recuperar o crescimento são urgentes para tirar o Brasil da inércia e retomar arrecadação de tributos.

 

 

As projeções de crescimento da economia caem há 12 semanas, falta trabalho para 28,3 milhões de pessoas no país, e amanhã, quarta-feira (22), o governo deve anunciar um novo contingenciamento no orçamento fiscal, lembra o texto.



Diante desse cenário, especialistas destacam que já está mais do que claro o que deve ser feito para reanimar a atividade, mas que não está no debate público: política de geração de renda e emprego em uma economia cujo consumo das famílias corresponde a 63,4% do Produto Interno Bruto (PIB). 



Ontem, instituições financeiras entrevistadas pelo Banco Central (BC) cortaram de 1,45% para 1,24% as projeções de alta do PIB em 2019.



O especialista em finanças públicas, Amir Khair, avalia que, desde o governo de Michel Temer (MDB), a política econômica tem se concentrado de forma excessiva nas medidas de corte de gasto e que isso já provou ser ineficaz para a retomada do PIB.



“Há uma defesa que se faz desde o governo Temer de que, após a aprovação da reforma da Previdência Social, a economia voltará crescer, os empresários voltarão a investir, mas isso, a meu ver, não faz sentido”, afirma Khair.



“Primeiro porque o principal problema fiscal vem dos estados e municípios. Segundo é que a despesa previdenciária está estacionada desde 2014. A queda na arrecadação – provocada pela crise – é o principal fator de aprofundamento do déficit na Previdência.”



Efeito



O professor de economia da PUC-SP, Leonardo Trevisan, diz, por sua vez, que o discurso de que tudo irá mudar depois a Previdência tem colocado o Brasil em uma paralisia. 



“As reformas fiscais são importantes. Porém, a da Previdência só terá efeito, de fato, daqui a oito anos e o que nós vamos fazer até lá? Ninguém está discutindo isso”, argumenta.



Aportes públicos Para Trevisan, a redução sistemática da projeção do PIB e o baixo crescimento desde o fim da recessão se explica pelos cortes do investimento público que ocorrem desde 2015.



“Em períodos de expansão da economia, o investimento público chegou a 5% do PIB no Brasil. Hoje está em 0,35%. Isso não é nem o Estado mínimo, isso se chama ‘Estado nenhum’”, critica Trevisan. 



“Investimento público sempre foi um indutor da nossa economia. Faz parte da estrutura do País a integração entre os setores público e privado.”



Juros



Khair e Trevisan veem espaço para uma redução adicional da taxa básica de juros (Selic), hoje em 6,5% ao ano. Eles também olham com desconfiança o discurso de que os juros só poderão ser cortados depois da reforma da Previdência.



Para Trevisan, o BC tem que pautar as suas decisões pela trajetória da inflação. “Os principais núcleos de inflação estão fracos. Está claro que não há demanda”, afirma Trevisan.



Khair acrescenta que é urgente implementar medidas de recuperação do crescimento. “Políticas de fortalecimento da massa salarial ou do poder de compra da população injetam dinheiro na economia e impulsionam a arrecadação pública”, sugere. 



Uma das principais políticas nesse sentido é a de valorização do salário mínimo que, desde 2003, caracterizou-se pela correção da inflação mais a expansão do PIB, permitindo ganho real aos trabalhadores. 



Porém, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) propôs que o mínimo seja revisado somente pela inflação até 2022. “O ideal seria que o salário mínimo fosse corrigido pela inflação mais algum adicional”, diz Khair.
Fonte:sintracimento.org.br

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